segunda-feira, 26 de março de 2012

O Brasileiro Paulo Szot concorre ao prêmio Olivier Awards

No último dia 15 de março, logo pela manhã, foram anunciadas  as indicações ao prêmio máximo do teatro britânico, o Olivier Awards. Entre os indicados, está o cantor brasileiro Paulo Szot, que concorre na categoria Melhor Ator de Musical por sua performance em South Pacific.
Por este mesmo trabalho na Broadway, Szot já recebeu o Tony Award, o Drama Desk Award e o Outer Critics Award de Nova York. 
No ano passado, o musical  South Pacific ficou em cartaz em Londres por dois meses. Foi o suficiente para conquistar o coração dos britânicos e receber as indicações de Melhor Revival, Melhor Figurino e Melhor Ator.
Entre os indicados deste ano estão Matilda, o Musical, que recebeu 10 nomeações, Ghost, The Musical,  que recebeu 5 nomeações e London Road, o musical que conta a história real de Steve Wright, um serial killer da cidade de Suffolk, Inglaterra, que recebeu 4 nomeações, entre outras.
Atualmente, Paulo Szot ensaia para estrear a ópera Manon, de Massenet, prevista para abril no Metropolitan Opera de Nova York. 
O Climax da temporada de teatro de Londres de premiação - Olivier Awards, acontecerá no dia 15 de abril de 2012 e será realizada no Royal Opera House.
Estamos torcendo por você Paulo Szot !!! 

Fonte: http://www.olivierawards.com/2012-awards/

O Agente e Produtor Uruguaio, radicado em Madrid, Esteban Tettamantti fala com exclusividade sobre Maria Callas, o fenômeno ....

O produtor uruguaio, radicado em Madrid (Espanha), agente de artistas da música clássica e produtor de concertos, festivais e óperas, STEBAN TETTAMANTTI, escreve  com exclusividade para os leitores do blog "O Pentagrama" sobre o fenômeno lírico Maria Callas.

Publicaremos a seguir o texto original em espanhol, escrito por Tettamantti,  em seguida uma tradução para aqueles que preferirem.

Boa leitura ! Espero que gostem.... 


"El factor Callas
por Esteban Tettamantti 

Cuando se aborda la historia de la Ópera, y en particular la del siglo XX, -tal vez la etapa más fecunda en cantantes de todo su proceso-, un capítulo ineludible sin duda es el que María Callas escribió a fuerza de ganarse un sitial de honor entre los intérpretes de dicho siglo.
Callas actúa como una especie de "bisagra" entre dos etapas, o mejor, entre dos estilos de concebir el canto lírico. Por un lado el del cantante estático, que ponía toda su atención en que su voz se proyectara perfecta,buscando que el sonido fuera uniforme y bello en toda su extensión aunque para ello debiera sacrificar la acción escénica,utilizando como recurso extremo el movimiento de una mano o un giro precipitado, nada que pusiera en peligro la emisión del canto.
La Callas comprendió tempranamente en su carrera que tenía una voz muy particular que naturalmente trasmitía mucho más que la mayoría de sus colegas cantantes, sumado esto a un temperamento que sentaba perfectamente con las heroínas trágicas que interpretaba (Violetta, Tosca, Norma, Gioconda), por lo cual sus actuaciones iban revestidas de una concienzuda actuación escénica que las hacían únicas para el público asistente.
Aún en sus últimas épocas, donde ya la voz le fallaba (Callas comenzó a darle poca importancia al trabajo vocal), su magistral despliegue escénico hacía que el público la idolatrase hasta el delirio.
Su trágica vida privada,-signada por sus amores apasionados, primero por el magnate griego Aristóteles Onassis, luego por el tenor siciliano Giuseppe di Stefano y sus desencuentros familiares con una madre explotadora, siempre ávida de sacarle dinero, un padre ausente y una hermana competitiva-, era de conocimiento público debido a que la prensa rosa de la época se regodeaba de estos tristes episodios, contribuyendo a crear una imagen mediática desacostumbrada para un cantante de ópera. Sus amplificados escándalos profesionales (la proverbial rivalidad con Renata Tebaldi, sus álgidas discusiones con la dirección del Teatro La Scala, sus cancelaciones de último momento) era la comidilla de los inmediatos antecesores de los "paparazzi".
Estas circunstancias dieron en pensar al público,-a su público-, que la Callas no interpretaba sus roles, sino que proyectaba su vida en el escenario.
Su temprana muerte física (artísticamente había muerto años antes) en circunstancias aún no del todo claras, sirvió para alimentar aún más si cabe su mito.
Hoy día tenemos el testimonio de sus grabaciones (de estudio y en vivo), sus fragmentos de representaciones en vídeo (lamentablemente muy poco) y su inmensa bibliografía, que hacen posible no solamente que las nuevas generaciones conozcan su legado, sino que el mito siga perpetuándose por más generaciones.

Discografía de referencia

Tosca - 1953 Callas, Di Stefano, Gobbi
Teatro alla Scala - Dirección: Victor de Sábata (Stu)
La Traviata - 1958 Callas, Kraus, Sereni
Teatro Sao Carlos de Lisboa - Dirección: Franco Ghione (Viv)
Norma - 1955 Callas, Del Monaco, Stignai, Modesti
RAI - Dirección: Tullio Serafin (Stu)
Aida - 1950 Callas, Baum, Simionato, Weede, Moscona
Palacio de las Bellas Artes (México) Dirección:Guido Picco (Viv) "

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Tradução:

" O Fenômeno Callas
por Steban Tettamantti 

Quando se aborda a respeito da história da Ópera, em particular do século XX, talvez o período mais fecundo nos cantores de todo processo, um capítulo é certamente inevitável, é aquele que Maria Callas escreve a força para ganhar um lugar de honra entre os artistas deste século.
Callas age como uma "dobradiça" entre duas fases, ou melhor, entre duas formas de conceber a música lírica. Por um lado, o cantor estático, que colocou toda a sua atenção em sua voz perfeitamente projetada, procurando que o som fosse uniforme e belo em sua totalidade, mesmo que isso signifique sacrificar a ação cênica, a interpretação, utlizando como recurso extremo um movimento de uma mão, um giro precipitado, nada que possa por em perigo a emissão do canto.
Maria Callas compreendeu desde o início de sua carreira, que tinha uma voz muito particular que, naturalmente, transmitia muito mais do que a maioria de seus colegas cantores, acrescentou a isto  um temperamento que se coaduna com as heroínas trágicas que interpretava (Violetta, Tosca, Norma, Gioconda) razão pela qual  suas atuações foram cobertas com uma performance de palco completa e única para o público que assistia.Mais tarde, em épocas posteriores, a voz lhe falhava (Callas começou a dar pouca atenção ao trabalho vocal), sua magistral atuação cênica, fazia com que o público a idolatrasse e fosse ao delírio. Sua vida trágica, foi marcada por  amores e paixões, primeiro pelo magnata grego Aristóteles Onassis, em seguida, pelo tenor siciliano Giuseppe di Stefano e seus desencontros familiares com uma mãe exploradora, sempre ansiosa para conseguir, tirar-lhe dinheiro, um pai ausente e uma irmã competitiva. Tudo isto,  foi exposto ao público por causa dos tablóides, pois a imprensa revelava estes tristes acontecimentos, ajudando a criar uma imagem de mídia incomum para uma cantora de ópera. Seus escândalos amplificados profissionais (a proverbial rivalidade com Renata Tebaldi, suas discussões críticas, com a direção do Teatro La Scala, os cancelamentos de última hora) foi o alimento certo para os  "paparazzi".Estas circunstâncias levaram o  público a crer que  Callas não interpretava papéis e sim projetava sua vida no palco. Sua prematura morte física (artisticamente havia morrido anos antes), não foi muito bem esclarecida e serviu para alimentar ainda mais o seu mito. Hoje temos o testemunho de suas gravações (estúdio e ao vivo), fragmentos de performances em vídeo (infelizmente muito curto) e de sua vasta literatura, que permitem não só que as novas gerações conheçam o seu legado, mas o mito continua perpetuado para as gerações vindouras.Discografia de referência: Tosca - 1953 Callas, Di Stefano, GobbiTeatro alla Scala - Diretor: Victor de Sabata (Stu)La Traviata - 1958 Callas, Kraus, SereniTeatro São Carlos em Lisboa - Direção: Franco Ghione (Viv)Padrão - 1955 Callas, Del Monaco, Stignai, ModestiRAI - Endereço: Tullio Serafin (Stu)Aida - 1950 Callas, Baum, Simionato, Weede, MosconaPalácio de Belas Artes (México) Direção: Guido Picco (Viv) "







* Stephen é produtor de shows lyric Tettamantti e gerente artista.Nascido no Uruguai, a vida e desenvolver a sua profissão hoje em Madrid (Espanha)-

Récita do dia 25/03/12 da "La Traviata"... Um Festival de Aborrecimentos .....

Como prometido, "O Pentagrama" traz para vocês queridos leitores, a crítica de Ali Hassan Ayache sobre a récita da ópera "La Traviata" do dia 25/03/12 com o segundo elenco.


Vamos lá.... apertem os cintos !!!


" Tem dias que o público do Theatro Municipal de São Paulo se comporta como se estivesse no Scala de Milão. O silêncio é sepulcral e se aproveita toda a música com prazer e emoção. Tem dias que a coisa desanda, mas até o grande Homero às vezes cochila. 


A récita da ópera La Traviata do dia 25/03/2012  foi um festival de aborrecimentos, uma senhora ou moça, não vi quem era, resolveu cantarolar todo o primeiro ato. O público paga para assistir aos cantores. Celulares tocaram diversas vezes, pessoas se levantavam e as poltronas do teatro rangiam com agudos estridentes. Conversas do público passaram a ser rotina. Lamentável!


A soprano Adriane Queiroz mostrou uma Violeta madura, uma mulher realizada. Sua voz é pura potência, um fraseado correto e  timbre escuro. O problema são os agudos, às vezes ásperos e muitas vezes forçados  e agressivos. Penou nas coloraturas, forçou ao limite para atingir as notas. Sua atuação cênica regular não convence, uma interpretação contida e travada. Um soprano convencional.

Marcello Vanucci imprimiu belos agudos para Alfredo, cantou em casa , com desenvoltura  e facilidade. Voz limpa e clara aliada a uma atuação cênica precisa. Qualidade em todos os quesitos do início ao fim da récita. Grande tenor.


Cena da ópera "La Traviata"
O barítono Rodolfo Giulianni tem uma voz pequena, seu timbre é deveras interessante, claro e consistente.  Fez um Goirgio Germont comum, sem grande expressão. Os aplausos magros são um sintoma disso.


A segunda cena do segundo ato da ópera La Traviata mostra uma grande festa. A ideia do diretor colocar máscaras em todos foi interessante, a encrenca foram os dançarinos. Descordenados em todos os passos em uma coreografia de péssimo gosto. Se eu estivesse num rega bofe desses sairia a francesa. 


Ninguém é perfeito, sem o programa na mão imaginei que Daniele Abaddo fosse mulher na crítica publicada no dia 23/03/2012, quebrei a cara. Amigos me chamaram a atenção e corrigi rapidinho no blog, felizmente meus textos são publicados em diversos outros sítios e a lambança ja estava feita.  Pessoas que estiveram na récita do dia 23/03/2012 relataram algumas vaias misturadas com aplausos no baixar das cortinas do primeiro ato. Sinal que a galera não digeriu bem essa La Traviata.

Ali Hassan Ayache "

Maestro Rodrigo Vitta rege a SINFÔNICA DE SANTOS em Abril no Teatro Coliseu




No dia 03 de Abril, terça-feira, às 20h30, a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos - OSMS se apresenta no Teatro Coliseu regida pelo maestro Rodrigo Vitta.

Nesta belíssima noite de concerto, teremos no programa a abertura "L'Italiana in Algeri" de Rossini, Dança Eslava n.2 de Dvorak, Dança Hungara n.5 de Brahms e Sinfonia n.5 de Beethoven.

Realmente não dá pra perder ! E a entrada é franca ! mas... por gentileza retirem seus ingressos com 1 hora de antecedência.

A Orquestra Sinfônica Municipal de Santos é dirigida pelo maestro Luis Gustavo Petri que tem como seu assistente o maestro Rodrigo Vitta. A Sinfônica de Santos vem conquistando notória posição no contexto cultural do Estado,  composta por músicos de excelente técnica e preparo musical, vem sendo convidada para apresentações nas principais salas do País.

Não Percam !! O Teatro Coliseu fica na cidade de Santos, na Rua Amador Bueno n.237, Centro Histórico. 


FICA A DICA !!!

sábado, 24 de março de 2012

CENTRO DE MÚSICA BRASILEIRA APRESENTA O GRANDE FESTIVAL OSVALDO LACERDA

Dia 31 de março, sábado, às 18h30, acontece o Grande Festival Osvaldo Lacerda organizado pelo Centro de Música Brasileira, presidido por Eudóxia de Barros, na Cultura Inglesa da Vila Mariana. O festival é em homenagem ao compositor que faria 85 anos no dia 23 de março e faleceu em 18 de julho de 2011. O evento terá números musicais com vários intérpretes executando obras do compositor. A abertura será realizada por Fernando Cupertino, aluno de Osvaldo Lacerda. Será lançado o livro Curiosidades Musicais escrito por Osvaldo Lacerda.Os músicos que se apresentam são: Eudóxia de Barros e Marcelo Pimenta ao piano, Gilson Barbosa no oboé, Josani Keunecke (mezzo-soprano), Lenine Santos(tenor) e a Orquestra Laetare, sob regência de Muriel Waldman. Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada para estudantes, alunos do Cultura Inglesa e maiores de 65 anos).

Várias obras trazem poemas de Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Castro Alves, Casimiro de Abreu, Cassiano Ricardo e Paulo Bonfim. Também há obras com textos folclóricos. Osvaldo Lacerda acaba de ganhar APCA, prêmio in memoriam, pelo conjunto de sua obra.

O Centro de Música Brasileira - CMB foi fundado em São Paulo em 18 de dezembro de 1984 e iniciou suas atividades em 1985. Visa a promover e divulgar a música brasileira erudita, de todas as épocas e estilos. Até março de 2012, o CMB realizou 279 apresentações em São Paulo, e um total de 47 em cidades do interior dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Promoveu nacionalmente vários concursos de interpretação: 6 de Canção de Câmara Brasileira; 5 de Músicas Brasileiras para Piano e um de Músicas Brasileiras para Flauta.

Eventos e Programas do Grande Festival Osvaldo Lacerda

- Eudóxia de Barros - Solos de Piano,
Obras:  Saudades de Oruro (Valsa nº 6 )
             Estudo nº  7

- Gilson Barbosa (Oboé)
Obras:  Improviso para Oboé Solo
            Variações sobre "Carneirinho, Carneirão" - Oboé e Piano com Gilson Barbosa e Eudóxia de Barros 

-  Josani  Keunecke (Mezzo-Soprano), Lenine  Santos (Tenor), e Marcelo Pimenta (Piano)
Obras:
Mezzo Soprano: Josani Keunecke
     1.       “Bilhete Àquela Que Ainda Está Por Nascer” (Osvaldo Lacerda/Paulo Bonfim)
2.       “O Menino Doente” (Osvaldo Lacerda/Manuel Bandeira)
3.       “Canção À Toa” (Osvaldo Lacerda/Guilherme De Almeida)
4.       “Ladainha” (Osvaldo Lacerda/Cassiano Ricardo)
Tenor: Lenine Santos 
       5.       Duas Canções: “Menina, Minha Menina”, “Trovas De Amigo” (Osvaldo Lacerda/Texto do Folclore)
6.       “Minha Maria” (Osvaldo Lacerda/Castro Alves)
7.       “A Valsa” (Osvaldo Lacerda/Casimiro de Abreu)
Dueto Mezzo Soprano: Josani Keunecke e Tenor: Lenine Santos
       8.   “Ponto De Mãe Sereia” (Osvaldo Lacerda/Texto do Folclore)

Orquestra de Cordas Laetare - regente Muriel Waldman –
Quarteto n. 1 para cordas ( 1952) na transcrição do próprio autor ( 1995).
                                   1- Prelúdio e Fuga
                                   2- Ária
                                   3- Dança  


Serviço:
Grande Festival Osvaldo Lacerda
Dia 31 de março, sábado, às 18h30
Interpretação de obras de Osvaldo Lacerda
Músicos: Eudóxia de Barros e Marcelo Pimenta ao piano, Gilson Barbosa no oboé, Josani Keunecke (mezzo-soprano), Lenine Santos (tenor) e a Orquestra Laetare, sob regência de Muriel Waldman.
Lançamento do livro Curiosidades Musicais, escrito por Osvaldo Lacerda.
Local : Auditório da Cultura Inglesa de Vila Mariana
Rua Madre Cabrini, 413
Capacidade: 70  lugares
Ingressos: R $ 10,00 e R $ 5,00 (meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos)
Sócios: entrada franca.

Fonte: Miriam Bemelmans

Recital do pianista Vagner Ferreira na Capela do Mackenzie

 
O Pianista Vagner Ferreira, no dia 19 de abril de 2012, na Capela da Universidade Presbiteriana Mackenzie, se apresenta em um recital. 



No programa:


Johannes Brahms 
Três Intermezzos Opus 117

Fredéric Chopin
Balada Opus 52 n.4 em Fá menor

Claude Debussy
L'isle Joyeuse

                                      Mozart-Volodos
                                      Paráfrase de Concerto sobre a Marcha Turca

O pianista Vagner Ferreira é um dos mais talentosos pianistas de sua geração. Formado pela Universidade Estadual Paulista, estudou também na Penn State University (EUA), onde obteve o grau de mestre em música em performance e pedagogia pianística. Vencedor do 2006 Concerto Competition, atuando como solista da Penn State Symphony na temporada 2006, sob regência do maestro Gerardo Edelstein. Recitalista, solista e artista colaborador em várias salas no Brasil e no exterior, incluindo Teatro Municipal de São Paulo, Sala São Paulo, Teatro Paulo Gracindo (Petrópolis), Centro Cultural do Banco do Brasil (SP e RJ), Eisenhower Auditorium, e Esber Recital Hall, Montclair State University. Coordenador da série "Musica na Capela" promovido pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde trabalha como pianista desde 2009.






Serviço:
Data: 19 de abril de 2012
Horário: 12:15h
Local: Capela da Universidade Presbiteriana Mackenzie - Rua Itambé, 135 - Prédio 50 - Higienópolis - São Paulo - SP
Entrada Franca

Maestro Italiano Gian Luigi Zampieri rege no próximo dia 07 de abril a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto

Dia 7 de abril, sábado, às 21h, acontece o Concerto Internacional OSRP Abril 2012, sob a regência do maestro italiano Gian Luigi Zampieri, no Theatro Pedro II de Ribeirão Preto, dentro da série Concertos Internacionais. No programa, obras de Gioacchino Rossini, incluindo seu famoso STABAT MATER, com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, o Coro da CIA MINAZ, sob regência de Gisele Ganade, e os solistas Adélia Issa (soprano), Gisele Ganade(mezzo-soprano), Ozório Christóvam (tenor) e Carlos Eduardo Marcos (baixo).




Gian Luigi Zampieri
É considerado um dos últimos alunos do grande maestro FRANCO FERRARA, responsável pela formação moral e artística de Zampieri. Sob sua orientação, Zampieri iniciou o estudo da música em Roma, em 1978, aos 13 anos de idade.
Organista e maestro, nasceu em Roma em 1965, estudou com Francesco De Masi, Carlo Maria Giulini, Gennadi Rozhdestvensky e Leonard Bernstein, frequentando o curso de aperfeiçoamento da Accademia Nazionale de S. Cecilia em Roma e a Accademia Musicale Chigiana de Siena, onde, em 1988, recebeu diploma de honra como regente de orquestra.
Em 1980, com 15 anos, foi nomeado organista titular da Basilica de S. Maria em Trastevere, onde permaneceu ativo por vinte anos.
Como regente de orquestra, venceu a 5ª edição (1997) do concurso internacional “A. Pedrotti” e também foi premiado no concurso internacional “C. Zecchi” (1989).
Já se apresentou com prestigiadas orquestras, dentre elas: Orquestra Sinfônica da Radio de Moscou (Russia), Orquestra Filarmônica de Bucareste (Romênia), Haifa Symphony Orchestra (Israel), Orquesta de Euskadi (País Baixo Espanha), Orquestra de Câmara Rádio Bucareste (Romênia), Teatro S. Carlo de Napoles, Orchestra di Padova, Orchestra Sinfonica Siciliana, Orchestra Internazionale d´Italia, Orchestra di Roma e del Lazio, Orchestra Sinfonica Abruzzese, Orchestra Sinfonica di Sanremo, I Filarmonici di Verona, Roma Sinfonietta, Opera di Tirana (Albania), Orchestra Haydn di Bolzano, Arena di Verona, Teatro dell´Opera di Roma, Orchestra J-Futura di Trento.
Em suas apresentações, regeu vários solistas de renome como: Stefano Zanchetta, Glauco Bertagnin, Francesco Manara, Francesco Pepicelli, Enrico Dindo, Ricardo Gallèn, Duo Melis, Massimo Quarta, Florin Ionescu-Galati, Stan Zanfirescu, Vincenzo Bolognese, Nello Salza, Peter Sadlo, Ricardo Gallèn, Il Duo Chitarristico Melis, Alessandro Safina oltre a Shirley Verrett, Pietro Ballo, Peter-Lukas Graf, Mariana Sirbu, Rocco Filippini, Daniela Mazzucato, Mario Ancillotti, Carla Fracci, Antonio Salvatore, Massimo Mercelli etc.
Foi assistente de Gennadi Rozhdestvensky na London Symphony, na BBC Symphony, e na Accademia Chigiana. Foi assistente do grande maestro Lorin Maazel.
Desde a metade dos anos 1980 se dedica à divulgação das obras de Astor Piazzolla pela qual é considerado, pela crítica, um dos maiores experts no campo internacional.
Cultiva releitura do repertório italiano do século XX. (Respighi, Pizzetti, Malipiero, Rota, Ghedini, Ferrara) e é ativo também como compositor. Realizou na Rádio Romênia um programa especial, com apresentação de uma composição própria - "Non nobis Domine" – Retrato de Jacques de Molay - por ocasião do 700° aniversário do processo da Ordem dos Cavaleiros Templários. Foi responsável pelo programa e conduziu uma transmissão pela Radio Vaticana. Como maestro, regeu concertos que foram gravados pela RAI, Rádio Vaticana, TV Espanhola, Rádio Russa, Rádio Romênia, União das Rádios Europeias.
Organista da Corte di Borbone Reali das Duas Sicilias, desde 1996, é Cavaleiro de Mérito da Ordem Costantiniana de S. Giorgio.
Realizou várias conferências e seminários sobre a técnica instrumental e as formas musicais e sobre o tema “A Sinfonia Juppiter .'. Mozart construtor entre o Justo e o Perfeito”.
Foi o curador de artigos sobre o cristianismo gnóstico, templarística e geometria sacra. É estudioso e profundo conhecedor do simbolismo e tradição hermética, onde observa os princípios simbológicos e suas aplicações na música e outras formas de arte.
Na Itália foi professor de estudos orquestrais nos conservatórios do Estado desde 1986 até 2011.

Coro da CIA MINAZ
Fundado em 1992, o Coral Minaz é um grupo que se dedica à divulgação do repertório lírico e à formação de profissionais e público para a ópera. Formado por 80 cantores, profissionais de vários setores da sociedade de Ribeirão Preto e região, realiza um repertório que inclui trechos de óperas, musicais e cantatas sacras e profanas. Durante seus anos de existência, o grupo realizou inúmeras apresentações, algumas delas em conjunto com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto estando presente no concerto oficial de reinauguração do Theatro Pedro II, bem como nas montagens das Óperas “A Flauta Mágica” de Mozart, “Cavalleria Rusticana” de Mascagni e “La Traviata” de Verdi. O grupo realizou em 2003 a “Missa de Glória” de Puccini junto à Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas sob a regência do maestro italiano Antônio Pantaneschi e participou de concertos e óperas sob a regência de maestros como Roberto Minczuk, Abel Rocha, Túlio Colacciopo, Cláudio Cruz entre outros. Em outubro de 2005 integrou a montagem da Cia. Minaz “Carmina Burana” de Carl Orff, espetáculo este apresentado no programa da TV SENADO “Quem tem medo de Música Clássica”. Em 2006 integrou a montagem da “Ópera do Malandro” de Chico Buarque e ainda, em dezembro do mesmo ano, a ópera “Pagliacci” de Leoncavallo. Em 2007 e 2008 o espetáculo “Divas da Ópera” e o musical “Hair” respectivamente. O Coral Minaz, regido pela maestrina Gisele Ganade, fundadora da Cia. Minaz, tem como “celeiro” de vozes os corais infantil e infanto-juvenil que formam jovens músicos e cantores para a manutenção da sua qualidade artística e crescimento de suas atividades culturais.http://www.minaz.com.br/
Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto   
Há 70 anos, a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP) conta uma história de devoção e amor à arte. Desde que foi fundada em 22 de maio de 1938 pelo alemão Marx Bartsch, a OSRP desenvolveu e participou de importantes projetos que difundiram a música erudita, reafirmando seu papel de destaque no setor artístico e nos cenários municipal e nacional. 
A credibilidade conquistada através dos anos justifica o fato de ser a segunda orquestra mais antiga do Brasil em atividade constante, apesar de ser gerida por uma entidade totalmente privada – a Associação Musical de Ribeirão Preto, que conta com parcerias desenvolvidas junto às iniciativas pública e privada. Essa mesma característica atraiu para a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, regentes consagrados como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Filipe Lee, Spartaco Rossi, Roberto Minczuk , Ricardo Kanji, João Carlos Martins, Gunter Neuhold. 
Já participaram dos concertos realizados pela OSRP solistas de destaque como Nelson Freire, Dang Thai Son, Jacques Klein, Yara Bernette, Ruggiero Ricci, Nathan Schwartzman, Antônio Meneses, Duo Assad, Ricardo Castro, Trio Brasileiro, além de artistas brasileiros como Naná Vasconcelos, Dori Caymmi, Yamandú Costa, Leo Galdeman, Ivan Lins,Toquinho.
Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto: http://www.osrp.org.br/
 Adélia Issa (crédito da foto: João Pires)
Uma das mais importantes cantoras líricas brasileiras, iniciou seus estudos de canto com Herminia Russo em São Paulo, cidade onde nasceu, prosseguindo-os na Manhattan School of Music, em Nova York. Participou de cursos de aperfeiçoamento operístico com Carmo Barbosa e Graziella Sciutti e, mais recentemente, com Nico Castel, na Metropolitan Opera de Nova York. Em música de câmara, trabalhou sob a orientação do renomado pianista Dalton Baldwin.
Apresenta-se regularmente em todo o Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, em recitais, concertos sinfônicos e em óperas, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, Eugene Kohn, John Neschling, Aylton Escobar, Roberto Minczuk, Osvaldo Colarusso, e vários outros maestros de igual renome. Dentre suas atuações mais importantes destacam-se as óperas Un Ballo in Maschera de Verdi, ao lado do tenor Carlo Bergonzi, e Carmen de Bizet, com Plácido Domingo.    
Vem desenvolvendo um extenso repertório como intérprete de música de câmara brasileira e internacional, com acompanhamento de piano, violão, e conjuntos instrumentais com diversas formações. Foi solista em primeiras audições mundiais de obras de Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Jocy de Oliveira, Paulo Costa Lima, e noRequiem de Cláudio Santoro, com regência do compositor. Merece destaque sua atuação em Pierrot Lunaire, de Schoenberg, com recriação em português de Augusto de Campos.
Artista versátil, tem participado de shows com Arrigo Barnabé, Tetê Espíndola, Ná Ozzetti, Marília Pêra, Grupo Uakti, e de espetáculos multi-meios dirigidos por Gerald Thomas, William Pereira, Lívio Tragtemberg e Ivaldo Bertazzo, entre outros. 
Adélia Issa gravou em LP as Modinhas Imperiais (recolhidas por Mário de Andrade) para o selo Eldorado, e participou da gravação dos CDs Remeiros do São Francisco, com obras de Ernst Widmer (Paulus), e Missa, interpretando obras do barroco mineiro, com regência de Naomi Munakata.    

Serviço:
Dia 7 de abril - Sábado - 21hs

Série "Concertos Internacionais"

Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto
Gian Luigi Zampieri, regente

Adélia Issa, Soprano
Gisele Ganade, Mezzo soprano
Ozório Christóvam, Tenor
Carlos Eduardo Marcos, Baixo

Coro da CIA MINAZ
Gisele Ganade, regente do coro
Local: Theatro Pedro II - Rua Álvares Cabral, 370 - Centro
Ribeirão Preto

Plateia e frisas: R$40,00/inteira e R$20,00/meia
Balcão nobre: R$30,00/inteira e R$15,00/meia
Balcão simples: R$20,00/inteira e R$10,00/meia
Galeria: R$10,00/inteira e R$5,00/meia

Fonte: Miriam Bemelmans