sábado, 24 de março de 2012

Ensemble Brasileiro de Música Moderna se apresenta no auditório do Conservatório Villa Lobos



Uma breve passagem pela história da música de 1700 até 2012. 


Formado em 2011 pelos músicos: Marco André dos Santos, José Luiz Braz, Douglas Braga e Osvanilson Castro, integrantes dos principais grupos sinfônicos de São Paulo,
o Ensemble Brasileiro de Música Moderna tem como objetivo levar ao público recitais de música contemporânea, não apenas como linguagem, mas sim como reflexo do período histórico e humano em que vivemos, proporcionando aos ouvintes o que é produzido pelos compositores de nossa época.


Com a formação de flauta, clarinete, saxofone e fagote o Ensemble traz a música moderna e contemporânea escrita originalmente para o grupo, assim como adaptações de obras consagradas do repertório.

A proposta do grupo consiste em uma música de raízes popularmente brasileiras, mesclada à linguagem erudita e contemporânea da música moderna de câmara feita em todo o mundo.

O grupo se apresenta no dia 31 de março de 2012 às 13horas30min no Conservatório Villa Lobos, com entrada Franca.

Ali Hassan Ayache fala sobre a récita do dia 22/03/12 da ópera "La Traviata" de Verdi que está em cartaz no Teatro Municipal de São Paulo, diz : DÁ ATÉ PRA SE SENTIR EM LONDRES" .

A obra, A Dama das Camélias de Alexandre Dumas, originou uma grande ópera, La Traviata , composta por Giuseppe Verdi no século XIX. Passam os séculos e a música dessa ópera continua e continuará emocionando. La Traviata é sinônimo de teatro lotado , de lágrimas nos olhos e de emoções que afloram a todo instante.
   

O Theatro Municipal de São Paulo acerta em montar esse título e marca um gol de placa ao fazer onze récitas. Isso dá maiores possibilidades para um maior número de pessoas assistirem. Nessa semana, o maior teatro paulistano, anunciou sua interessante temporada. Tem muita coisa boa para esse ano, para os amantes da ópera títulos exóticos e raramente apresentados , para os menos entendidos o mais conhecido é a La Traviata mesmo.


O minimalismo está na moda, não sei se é por economia de recursos ou os diretores acham o máximo. Cenários andam escassos , toda ação gira em torno do psicológico dos personagens. Foi essa a concepção de Daniele Abbado, minimalista e com soluções já manjadas de outras apresentações realizadas pelo mundo afora.


O minimalismo extremo chega a confundir o público. Violetta, a heroína da ópera (amo essa mulher, pena que ela sempre morre no final) lê a carta no terceiro ato, na concepção da direção não existe a carta, a personagem a recita sem nada nas mãos. Quem conhece profundamente a ópera sabe que é uma carta, quem não conhece se confunde. Colocar minha amada Violetta no início do segundo ato junto com seu amado gera mais confusão, esse recurso ja foi utilizado na La Traviata de Viena com Netrebko e Villazon.   
Algumas derrapadas não tiram o mérito da diretora, concebeu uma versão moderna da obra, antenada com o que acontece em outros teatros líricos. Idéias inspiradas em produções de diferentes títulos, uma colcha de retalhos operística, nada de novo ou inspirador.


O cenário de Angelo Linzalata é um vazio em todos os atos, inclinado ( ja vi uma Cavalleria Rusticana com cenário inclinado, Teatro Alfa, 2000)  onde predomina o negro. As movimentações dos solistas e do coro são deveras interessantes. Os figurinos são modernos e seguem a idéia central de uma La Traviata atual .


Dubrovskaya e Roberto di Biasio em cena de La Traviata.

Irina Dubrovskaya é um jovem soprano de grande beleza, todo marmanjo, casado ou não, fica babando com a boniteza da moça. Quem não quer convidar essa gata para uma noitada, eu quero, só falta ela aceitar. Toda a beleza da moça não foi suficiente para  uma grande Violetta, sua voz é lírica, que seduz como um belo por do sol, um tom que beira ao angelical. Seu timbre é luminoso e penetrante. Sua voz carece de volume e de peso para uma grande Violetta. Irina tem técnica segura, foge das coloraturas mais complexas , não tem os agudos potentes e sua voz é pequena demais para a personagem. Interpretação cênica louvável, canta corretamente, falta uma pegada italiana para ela ser uma grande Violetta.


Roberto di Biasio faz um interessante Alfredo, o amante da Violetta tem agudos limpos, muitas vezes potentes. Projeta a voz com força e segurança, errou feio na sua primeira intervenção do segundo ato, isso pode acontecer com qualquer um. Cenicamente acompanha as firulas e as rápidas movimentações exigidas pela direção.


Paolo Coni faz um Giorgio Germont correto , de técnica apurada que expressa todas as nuances do pai que quer proteger a família. Sua voz não tem a grandeza necessária de um grande barítono, a compensação vem da impostação a moda italiana. 


A Orquestra Sinfônica Municipal nas mãos de Abel Rocha esteve em excelente noite. Andamentos geralmente corretos e precisos e uma sonoridade ímpar , com volume na medida certa. Em algumas passagens o caro maestro ajudou o soprano, foi um verdadeiro paizão da gata russa. Deixou os andamentos mais lentos para que o soprano cantasse com mais desenvoltura e facilidade. O Coral Lírico se apresentou como sempre, vozes uniformes, harmoniosas e sempre consistentes. Um grande coro , recheado de vozes com nível de solista, só faltam as oportunidades.


La Traviata  : uma montagem interessante que entre mortos e feridos agrada ao grande público. Juntamente com a ópera Magdalena de Villa-Lobos apresentada em fevereiro nos faz sentir que o Theatro Municipal de São Paulo esta chegando ao nível dos grandes teatros europeus com suas produções. Dessa vez, eu me senti em Londres. Não percam as cenas dos próximos capítulos, comentários dos dois elencos que se apresentarão , em breve aqui no blog "O Pentagrama". 



Por Ali Hassan Ayache

quarta-feira, 21 de março de 2012

Celso Antunes é regente associado da OSESP

Os concertos da semana da Osesp, quinta, sexta e sábado (22, 23 e 24 de março), têm o maestro Celso Antunes regendo pela primeira vez a Sinfônica do Estado de São Paulo como regente associado. Apesar da experiência com o canto coral, desta vez ele rege o grupo orquestral sem a presença do Coro da Osesp, na suíte Études sur Paris de Almeida Prado e na Canção da Terra de Gustav Mahler. Os solistas são a mezzo soprano Catherine Wyn Rogers e o tenor Torsten Kerl.


Celso Antunes é de São Paulo e desenvolveu quase que toda a carreira na Europa, estudando regência na Musikhochschule Köln, na Alemanha. Por quatro anos foi regente titular da Neues Rheinisches Kammerorchester, também em Colônia, e do conjunto belga de música contemporânea Champ d’Action. Como diretor artístico e regente titular da National Chamber Choir, da Irlanda, fez uma gestão que foi considerada pelo Irish Times uma idade de ouro para o canto coral profissional na Irlanda. Regente titular da Netherlands Radio Choir Groot Omroepkoor e professor de regência coral da Haute École de Musique de Genebra, ambos desde 2008, ele trabalha regularmente com alguns dos principais corais da Europa, entre os quais o SWR Stuttgart Vocal Ensemble, o BBC Singers, em Londres, e o Vlaamse Radio Koor, em Bruxelas.

Antunes e a Osesp fazem ainda na quinta-feira pela manhã (às 10h) o ensaio geral aberto ao público, com ingressos limitados ao preço de 10 reais.

Fonte: Revista Concerto e Site OSESP

Quinta-feira 22 de Março estréia a ópera "La Traviata" no Teatro Municipal de São Paulo

Quinta-feira, dia 22 de março, estréia a famosa ópera "La Traviata", do italiano Giuseppe Verdi no Teatro Municipal de São Paulo, com  apresentações até o dia 7 de abril, contando com três elencos que se revezam em 11 récitas.


Irina Dubrovskaya (dias 22 e 24 de março), Adriane Queiroz (dias 23, 25, 27, 28 e 31) e Rosana Lamosa (dias 01, 03, 05 e 07 de abril) vivem Violetta Valéry; Roberto De Biasio (dias 22, 24 e 27), Marcello Vannucci (dias 23, 25, 28 e 31) e Fernando Portari (dias 01, 03, 05 e 07) interpretam Alfredo Germont; Paolo Coni (dias 22, 24 e 27), Rodolfo Giuglianni (dias 23, 25, 28 e 31) e Leonardo Neiva (dias 01, 03, 05 e 07) são Giorgio Germont; Magda Painno vive Flora Bervoix; Eduardo Trindade é Gastone; Marcos Carvalho é Doutor Grenvil; Sérgio Righini vive o Marquês D’Obigny; Luis Orefice o Barão Duphol; Sandra Felix é Annina; Walter Fawcett vive Giuseppe e Leonardo Pace é o Comissário.

Com libreto baseado no romance A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, em LaTraviata Verdi realiza um dos pontos máximos de sua escrita dramático-musical a partir do drama de Violetta Valéry. Famosa cortesã na pulsante Paris do século XIX, Violetta está prometida ao Barão Douphol – fato que não impede de se apaixonar por Alfredo Germont, que há tempos alimentava secretamente um amor por Violetta. Da condição de amor impossível, caberá à tragédia selar o destino do infeliz casal. Sob a regência do maestro Abel Rocha – diretor artístico do TMSP e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal – o espetáculo contará também com a participação do Coral Lírico, preparado pelo maestro Mário Záccaro. A direção cênica ficará a cargo de Daniele Abbado (filho do famoso maestro italiano, Claudio Abbado), detentor de um sólido repertório de montagens operísticas em importantes casa de ópera da Europa, que contará com os cenários e figurinos de Angelo Linzalata.

Fonte: Revista Concerto e Site do TMSP

Maestro Júlio Medaglia é indicado pelo conselho artístico do Teatro São Pedro a assumir programação de óperas em 2012

Em reunião na tarde de ontem, segunda-feira, o conselho artístico do Teatro São Pedro indicou o maestro Júlio Medaglia para assumir a programação de óperas em 2012. A sugestão foi levada hoje pela manhã ao Secretário da Cultura Andrea Matarazzo, que sugeriu Medaglia como diretor artístico. Medaglia substitui o maestro Roberto Duarte, que se desligou na semana passada após desentendimentos com o conselho. Paulo Ésper permanece como diretor geral e o maestro Emiliano Patarra como regente titular da Orquestra do Teatro São Pedro.

Em conversa com a Revista CONCERTO, Júlio Medaglia disse que planeja uma temporada de três títulos para 2012, afirmando que quer reunir o melhor da ópera em torno do São Pedro. “Além disso, propus que a orquestra tivesse uma maior atuação na região do teatro, junto à comunidade. O Secretário adorou a ideia! Como nesse primeiro ano faremos apenas três óperas, teremos tempo para essas atividades, que também servirão para o aprimoramento da orquestra”, falou Medaglia. 


Já José Roberto Walker, membro do conselho, disse que a indicação de Medaglia é fruto de muito esforço para a construção de um consenso entre secretaria, conselho e direção. “O Teatro São Pedro passará por uma grande revitalização. Vamos programar dentro das possibilidades do teatro. Queremos os melhores maestros e os melhores cantores brasileiros. Vamos fazer o melhor possível com esses recursos que temos à disposição.”
Leia abaixo nota oficial da Secretaria de Cultura sobre a nova direção no Teatro São Pedro.
"O maestro Júlio Medaglia, integrante do Conselho Artístico instituído neste ano para auxiliar na gestão do Theatro São Pedro, foi convidado na reunião de ontem (segunda-feira, 19 de março) a apresentar uma proposta artística para 2012, em substituição à temporada previamente sugerida pelo maestro Roberto Duarte.
Hoje, o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, recebeu o maestro Medaglia e sugeriu seu nome para o cargo de diretor artístico do Theatro São Pedro. O maestro deverá trabalhar em conjunto com o diretor geral do teatro, Paulo Ésper, e o regente titular da Orquestra do Theatro São Pedro, Emiliano Patarra, com a assistência do conselho artístico."




Fonte: Site e Revista Concerto