Como já falamos em publicação anterior datada de
13/06/12, ÓPERA CURTA é um espetáculo de teatro musical
criado pelo diretor e cenógrafo Cleber Papa e a historiadora e diretora
de produção Rosana Caramaschi, sob a direção musical do maestro Luís
Gustavo Petri, baseado em óperas famosas e na literatura que lhes deu
origem. A Ópera Curta possui uma dramaturgia própria que engloba partes
consideradas imprescindíveis das óperas convencionais.
É um programa da Secretaria de Cultura do Estado de
São Paulo e desde 2009 os espetáculos têm sido apresentados em cidades do
Estado. Até 2012, mais de 70.000 pessoas terão assistido aos espetáculos de
Ópera Curta.
No
dia 25 de junho, às 20 horas, no Teatro Grande Otelo, em São Paulo -
Capital, o programa teve em grande estilo sua estréia, com "La
Bohème" de Puccini.
Mas
não para por aí não ….. A Temporada 2012 da Ópera Curta segue com várias
apresentações gratuitas, de"La
Bohème" de Puccini, “La Traviata” de G.Verdie Carmen de G.Bizet.
É
um belíssimo espetáculo ! Um formato surpreendente “a ópera contada e cantada”.
Profissionais de altíssimo nível estão envolvidos e desempenham impecavelmente
suas funções.
No elenco: Gabriella Rossi, Gilberto Chaves, Laryssa Alvarazi, Alvise Camozzi, Vinicius Atique, Taís Bandeira, Masami Ganev, Jean Nardoto e Leonardo Pace, dão vida e voz aos personagens.
Não
dá para perder !!! Vamos assistir os espetáculos da “Ópera Curta” !!!!
Assista agora um “Making of” onde Cleber Papa conta
um pouquinho do projeto e algumas cenas de ensaio são exibidas.
Abaixo a grade completa das apresentações para você
acompanhar:
Estão
abertas inscrições para audições de músicos profissionais para integrar a Banda
Sinfônica do Estado de São Paulo - equipamento cultural gerenciado pela
Organização Social de Cultura Instituto Pensarte, em função do contrato de
gestão nº. 08/2011 com o Governo do Estado de São Paulo, no regime de
contratação celetista, nas seguintes categorias: Categoria músico tutti:
Clarinete-alto, Fagote, Flauta, Oboé, Percussão, Trombone-baixo,
Trombone-tenor, Trompa, Trompete, Tuba.
Das
Inscrições:
As
inscrições serão realizadas no período de 17 de julho a 10 de agosto do
corrente ano, por meio da ficha de inscrição disponibilizada no Anexo I do
presente documento e no sítio eletrônico do Instituto PENSARTE - Organização
Social de Cultura (www.pensarte.org.br) com envio desta e demais documentações
descritas através dos Correios.
O
processo seletivo constará de duas fases:
a)
Primeira fase: Pré-seleção
b)
Segunda fase: Audição
A
avaliação de cada uma das fases seletivas e a atribuição da pontuação de cada
candidato ficará a cargo da Banca Examinadora.
Serão
convocados para a realização da Audição os candidatos melhor classificados na
Pré-seleção, até o limite de 8 candidatos por instrumento.
As
Audições serão realizadas no Teatro Caetano de Campos, situado à Rua Bueno de
Andrade, nº. 715 São Paulo - SP, CEP 01.526-000.
No
momento da Audição, o profissional deverá demonstrar as habilidades e
capacidades descritas no currículo, compreendendo:
O
resultado do processo seletivo contendo a ordem de classificação dos candidatos
será divulgado no site do Instituto Pensarte.
Os
casos omissos e dúvidas serão analisados e decididos pela Diretoria do
Instituto Pensarte e pelo e-mail contratos@pensarte.org.br
O presente processo seletivo terá validade de 12 meses.
Mais detalhes e informações acessem: http://www.pensarte.org.br
Maestro Gian Luigi Zampieri que deixou a OSRP Foto: Internet
Um movimento que teve início nas redes sociais cobra a volta do maestro italiano Gian Luigi Zampieri à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).
Músicos da instituição ouvidos nesta quarta-feira passada (dia 11) pela reportagem da Folha de São Paulo, também afirmam defender a volta do maestro italiano.
A orquestra anunciou a demissão de Zampieri no fim de junho por causa de "problemas de relacionamento" com a cúpula da entidade.
Uziel Alcantara Pinheiro, 23, que trabalha como produtor de TV, diz que lidera a manifestação pelo retorno do maestro porque é um admirador de seu trabalho. "Ele era um líder. Não há motivos para sair. Sua atuação era ótima", afirma Pinheiro.
A reportagem da Folha de São Paulo, ouviu cinco músicos da orquestra ontem. Eles preferiram não ser identificados, mas defenderam a volta do italiano à regência.
"Ele era excepcional. Seu trabalho é impecável", disse um deles. Outro disse que o italiano sempre foi uma excelente pessoa. "Era bom como ser humano e como profissional. Poderia, sim, voltar".
Dulce Neves, vice-presidente da Associação Musical de Ribeirão Preto, que mantém a orquestra, descarta a possibilidade de o italiano voltar a reger a Sinfônica.
"A decisão já foi tomada e essa manifestação não vai influenciar no que a direção definiu", afirmou Dulce.
O blog "O PENTAGRAMA" está a disposição dos músicos da orquestra e claro... do maestro Zampieri para um bate papo. Quando quiserem.... é só nos procurar !!!
Fonte: Com informações do Facebook e o Jornal "A Folha de São Paulo"
Com prefácio de Washington Olivetto, capa de Guime Davidson,
a Editora Baluarte lançou “Deus no Labirinto”, volume de nove contos e dois
ensaios de Ricardo Labuto Gondim.
O autor Ricardo Labuto Gondim Foto: Divulgação
Ricardo Labuto Gondim, é teólogo,
roteirista, professor, ensaísta, crítico de cinema e música erudita. Nasceu no
Rio de Janeiro em 1966. Foi colaborador da CAVI e do site
logoseletronico.
Gondim em sua
obra, mescla referências culturais que vão de Homero às histórias em quadrinhos
(passando por textos sagrados cristãos e judaicos), as narrativas buscam acima
de tudo o prazer do leitor.
Paixão e amor,
morte, aniquilação e eternidade, tempo e espaço, o sagrado e o profano são
elementos do humor, drama, mistério e suspense em “Deus no Labirinto”.
Os contos misturam
personagens históricos e pessoas reais em tramas alucinatórias ou descobrem o
extraordinário na experiência cotidiana.
No conto que dá título
ao livro, por exemplo, os compositores Anton Bruckner, Gustav Mahler e o
maestro Arturo Toscanini são personagens de uma viagem sem Tempo e sem Espaço.
A filosofia, a teologia e outras erudições transformam-se, sem pompa, sem
pretensão e sem tédio, nos elementos dramáticos de uma jornada épica e
insólita.
Sob o pretexto de abordar música e
cinema, os dois ensaios discutem a relevância de temas como teologia e
filosofia da religião em nosso tempo.
Capa do livro
QUEM DECIFRAR
A CHAVE TAMBÉM DECIFRARÁ O UNIVERSO.
Nos contos de Deus no Labirinto o tédio e a banalidade da experiência cotidiana
são negados pela busca do fantástico. Do insólito. Do paradoxo.
Que mistério envolve os criadores do cinema brasileiro, o dirigível Hindenburg, um assassino brutal e deuses mais
antigos que o Egito?
Se tivesse chance, o que diria à
criança que você foi?
Qual o significado de uma palavra
alemã muito antiga para o amor no Século XXI?
Como decifrar uma Chave de sentenças
gregas e hebraicas para viver a experiência mística mais transcendente de todos
os tempos: ver Deus face a face?
Personagens históricos e pessoas reais
em tramas alucinatórias. Deus no Labirinto. Quem decifrar a Chave também
decifrará o Universo.
Washington Olivetto Foto: Internet
“Prefácio ma non troppo”, por Washington Olivetto
Estava lendo
o recém-lançado "O Triunfo da Música", do inglês Tim Blanning, que
analisa os ingredientes que fizeram da música a mais influente das formas
artísticas. De repente, interrompo a leitura para dar uma olhada nos originais
do, até então, inédito "Deus no Labirinto", que um amigo me pede para
prefaciar.
Vou direto ao
conto que dá nome ao livro e encontro uma frase inventada pelo autor, mas
inspirada no maestro Arturo Toscanini: "Quando nascemos somos um número
infinito de possibilidades e futuros, a vida nos rouba e nos limita".
Encantado
pela frase, opto por manter a leitura dos dois livros ao mesmo tempo.
Imediatamente, os livros começam a se misturar entre si, em sua paixão pela
música e qualidade de escrita. Mas, enquanto "O Triunfo da Música" é
tese doutoral, "Deus no Labirinto" é pura ficção, desde a
sua autodefinição: "contos, mentiras deliberadas e dois ensaios
ociosos".
A mistura das
duas obras no meu cérebro vai ao encontro também de uma frase dita pela
personagem Frei Guilherme de Baskerville, do livro "O Nome da Rosa",
de Umberto Eco, citada na abertura de "Deus no Labirinto":
"Frequentemente os livros falam de outros livros".
Amparado por
essas coincidências, resolvo escrever o prefácio de um citando o outro, até
porque o encadeamento harmônico das palavras dos dois são música para os meus
olhos. Tudo caminhava muito bem até me recordar de que minha obrigação neste
prefácio era falar de "Deus no Labirinto" de um jeito
allegro, ou até mesmo fortissimo, exaltando a sua originalidade e
excelência literária em vez de ficar comentando de um jeito moderato os méritos
de um outro livro já lançado.
A tarefa não
me é difícil, porque não tenho dúvidas: Rynaldo Gondim é um talento
original que realmente escreve muito bem. Sempre gostei dos seus
anúncios, outdoors e comerciais de televisão.
Mas esse
Gondim que eu acabo de exaltar é o Gondim publicitário, meu companheiro de
oficio, que me pediu que escrevesse o prefácio do livro do seu irmão, o
Gondim escritor.
O Gondim
escritor, que, segundo o próprio Rynaldo, é quem realmente escreve bem nessa
família (fato com o qual eu concordo plenamente) é o Ricardo Gondim, autor
deste surpreendente "Deus no Labirinto".
Misturei os
dois irmãos no encerramento deste texto pelo mesmo motivo que misturei os dois
livros na abertura: não quero que a vida me roube e me limite o infinito número
de possibilidades e futuros que ela mesma me oferece.
O escritor Bogado Lins faz uma resenha sobre "Deus no Labirinto"
Uma primeira
leitura emerge imediatamente a música clássica, e particularmente como Ricardo
a utiliza, como um estilo próprio do escritor. Por vezes didático, outras nem
tanto, desafia o leitor a mergulhar neste universo íntimo que, em alguns
momentos, servem de trilha sonora e imprimem um ritmo singular a suas ideias.
No entanto,
esta é apenas a superfície, a porta de entrada para o labirinto. Há muito mais
a se conhecer. Coincidência ou não, a cada novo conto, mergulhamos ainda mais
nas encruzilhadas que o autor entrelaça numa narrativa consistente. Quando
percebemos, não mais se distingue entre realidade e ficção.
Já
completamente dentro da metalinguagem de Gondim, temos a oportunidade de
conhecer ainda mais uma extensa lista de referências culturais com que o autor
costura a história, inclusive a já listada música clássica, alçada em alguns
contos a personagem da trama.
E surpresa
após surpresa, no final, seja de um conto ou do próprio livro em si, fica
aquele gostinho de quero mais. Será que a orquestra toca bis?
É, o livro é realmente surpreendente !!! daqueles que a gente devora .......
Você pode encontrar “ Deus no Labirinto”
de Ricardo Labuto Gondim na:
Foi aluno da classe da “Virtuositè” de Corrado Romano
no Conservatório de Genebra. Estudou música de câmara com o "Trio di Trieste" e
Franco Rossi, tendo se aperfeiçoado em Berlim e em Salzburgo com Ruggiero
Ricci. Vencedor de diversos concursos internacionais, deu início à carreira
solo após vencer o “Virtuositè” de Genebra e o 3º prêmio no concurso Lipizer,
em Gorizia.
Emmanuele Baldini Foto: Divulgação
O
PENTAGRAMA: Você vem de uma família de músicos. Como era o
ambiente musical em sua casa ? Houve um incentivador em especial ? É mais fácil
ser músico, vindo de uma família de músicos ? Conta pra gente !
EMMANUELE
BALDINI: Cresci ouvindo meus pais estudarem, minha casa
"respirava" música todos os dias. Meu pai, especialmente, passava os
dias inteiros ao piano, estudando os programas para seus recitais e isso foi
marcante na minha formação. Quando comecei estudar violino, posso dizer que
conhecia mais peças para piano do que para qualquer outro instrumento. Crescer
cercado pela música e pela disciplina que ela requer, foi fundamental para
formar os pilares da minha personalidade musical.
Emmanuele Baldini Foto: Divulgação
O
PENTAGRAMA: De que forma se deu a escolha pelo Violino
?
EMMANUELE
BALDINI: Eu tocava piano, improvisava. Um dia, assisti na
tv um concerto de um violinista italiano muito famoso, ainda em atividade:
Uto Ughi. Com seis anos, pedi como presente de Natal um violino. Assim foi. Foi
uma mágica: ao ouvir o som do violino logo senti que aquilo era o destino da
minha vida.
O
PENTAGRAMA: Você foi tido como um dos grandes talentos
do seu País, a Itália. Você foi elogiado por grandes nomes como Claudio Abbado,
Riccardo Muti, Ruggiero Ricci, Franco Gulli, entre outros. Porque e como se deu
a vinda para o Brasil ?
EMMANUELE
BALDINI: Vim após um convite do então diretor artístico
da Osesp John Neschling. E logo fiquei encantado pela orquestra, pela Sala São
Paulo mas sobre tudo pelo Brasil e pelos brasileiros.
O
PENTAGRAMA: Você também tem uma bela carreira como
concertista, se apresentou pela europa e por toda Itália, tocou com as
principais orquestras como a Orquestra Wiener Kammerorchester, Rundfunk
Sinfonieorchester Berlin, Orchestre de la Suisse Romande, Flanders Youth
Philharmonic Orchestra, Sinfônica da Moldávia, Sinfônica de Trieste, Orquestra
de Câmara de Mântua, entre outras. Dos concertos que interpretou como solista,
qual mais te marcou? O mais importante, aquele que você disse “Puxa… foi
sensancional !!!” ?
EMMANUELE
BALDINI: Tem vários concertos que marcaram minha
carreira, e fica muito difícil falar de um só... Digamos que entre os mais
especiais tem o Concerto de Schostakovich (n.1) tocado com a Orquestra de la
Suisse Romande na Victoria Hall de Genebra, o Concerto de Schumann com a
Orquestra da Radio de Berlim e a integral dos Concertos de Mozart, tocando e
regendo, com a Osesp.
O
PENTAGRAMA: Teve algum momento que pensou em desistir da
música ?
EMMANUELE
BALDINI: Nunca. A música é minha vida.
O
PENTAGRAMA: Pelo que podemos observar, você interpretou em
sua maioria concertos românticos e clássicos. Há algum compositor modernista ou
um de vanguarda que gostaria de interpretar ?
Emmanuele Baldini Foto: Divulgação
EMMANUELE
BALDINI: Sou uma pessoa curiosa, sempre aberta a
experimentar e a me lançar em desafios. Estou aberto a qualquer período
histórico na música, assim como estou aberto a qualquer estilo musical, desde
que seja de qualidade. Já toquei varias vezes o Concerto de câmara de A. Berg,
e seria um sonho tocar o Concerto para violino do mesmo compositor. Amo Alban
Berg!!! Estou muito interessado nos compositores brasileiros, e recebi já
algumas dedicatórias importantes. Entre elas, recebi um Concerto para violino
do amigo Edson Beltrami, dedicado a mim, que gostaria muito de ter a
oportunidade de estrear...
O
PENTAGRAMA: Sua discografia é composta por vários
títulos, gravada pelos selos Agorà, Algol, Rivoalto e Phoenix e é muito
elogiada pela crítica internacional. Tem alguma novidade no “forno” ?
EMMANUELE
BALDINI: Muitas: um cd duplo com Fantasias de Operas
italianas para violino e piano, um cd com as Sonatas de Franck, Rota e
Villa-Lobos (com a pianista Juliana D'Agostini), um outro com o quarteto e
quinteto com piano de Enrique Oswald, com o Quarteto Osesp e Ricardo Castro, e
um cd dedicado a Flausino Vale, com sete obras inéditas de compositores
brasileiros encomendadas e que se inspiram nos preludios para violino solo de
Flausino Vale, com a Orquestra do Mato Grosso regida por Leandro Carvalho.
Quarteto OSESP Foto:Internet
O
PENTAGRAMA: Você é o fundador do Quarteto de Cordas
da OSESP e Spalla da OSESP - Orquestra Sinfôncia do Estado de São Paulo,
hoje, sob direção de Marin Alsop. Pra você existe um melhor universo
interpretativo ? Como é isto ? Conta pra gente !
EMMANUELE
BALDINI: Tenho a sorte de tocar numa orquestra
maravilhosa, cheia de músicos que todo dia me ensinam algo. Hoje em dia, com a
vinda da Marin, as coisas ficaram ainda mais estimulantes, pois trata-se de uma
musicista completa, com muitas idéias musicais e de grande visão. Tendo como
colegas alguns entre os melhores músicos do Brasil, foi natural formar um
quarteto de cordas, a formação de câmara mais nobre e mais completa. Para
responder a pergunta, acho que estou vivendo um período da minha vida em que o
equilíbrio entre meus trabalhos como Spalla, a música de câmara de qualidade
feita com meus colegas e os compromissos como solista, são a vida ideal para
um músico como eu sou. Me sinto feliz de ter a oportunidade de tocar as grandes
obras de repertório ao lado de grandes músicos, aprendendo muito a cada dia.
O
PENTAGRAMA: A OSESP é a maior referência de música
sinfônica do Brasil, um verdadeiro paradigma. Da para comparar o fazer
sinfônico brasileiro com o europeu ? Falta muito para o Brasil chegar lá ?
Nosso problema é mais musical ou de funcionamento administrativo ?
EMMANUELE
BALDINI: É uma pergunta um tanto complexa. Fora duas ou
três orquestras privilegiadas, existe sim um problema administrativo. Não
existe uma mentalidade seria, na maioria das orquestras no Pais, que saiba como
levar para frente uma orquestra investindo na qualidade. Musicalmente o Pais
esta crescendo a uma velocidade impressionante, coisa que deixa grandes
esperanças para o futuro, mas os políticos precisam entender a importância de
uma orquestra no panorama cultural de uma cidade.
O
PENTAGRAMA: Nestas suas andanças pelo mundo a fora, em
turnês e concertos, você consegue nos dizer se o Brasil é reconhecido em sua
arte sinfônica ? Ou somos apenas o País do samba e do futebol ?
EMMANUELE
BALDINI: As coisas começam mudar, inclusive porque o futebol
não é mais aquela coisa... (risos - provocação) brincadeiras a parte, existe um
grande interesse hoje em dia no mundo em relação ao Brasil como Pais que esta
produzindo música de qualidade, seja graças a orquestras do nível da Osesp,
seja (finalmente) para um reconhecimento tardio de grandes compositores: até
poucos anos atras lá fora se conhecia só Villa-Lobos, hoje o Camargo Guarnieri,
o Francisco Mignone, o Cláudio Santoro e outros, começam ser tocados e
admirados.
O
PENTAGRAMA: O que Emmanuele Baldini ouve quando
está tranquilo no carro ou em casa ?
EMMANUELE
BALDINI: Música clássica, sobre tudo música de câmara e
operistica e mpb.
Emmanuele Baldini Foto: Divulgação
O
PENTAGRAMA:Tem algum concerto próximo como solista que possamos
nos deleitar com sua arte ?
EMMANUELE
BALDINI: Tem varias coisas por aqui no futuro: o
"duplo" de Brahms no Municipal em novembro, o Bruch no Teatro S.
Pedro em outubro, o Tchaikovsky em S. Caetano em agosto, e o Quinteto de
Schubert com a Maria João Pires na Sala São Paulo em outubro, além naturalmente
dos concertos da temporada do Quarteto Osesp...