terça-feira, 24 de julho de 2012

O impecável espetáculo “Ópera Curta”, com grande sucesso de público e crítica segue temporada com La Bohème, Carmem e La Traviata.


cena da "Ópera Curta" La Bohème
Foto: Internet

Como já falamos em publicação anterior datada de 13/06/12, ÓPERA CURTA é um espetáculo de teatro musical criado pelo diretor e cenógrafo Cleber Papa e a historiadora e diretora de produção Rosana Caramaschi, sob a direção musical do maestro Luís Gustavo Petri, baseado em óperas famosas e na literatura que lhes deu origem. A Ópera Curta possui uma dramaturgia própria que engloba partes consideradas imprescindíveis das óperas convencionais.

É um programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e desde 2009 os espetáculos têm sido apresentados em cidades do Estado. Até 2012, mais de 70.000 pessoas terão assistido aos espetáculos de Ópera Curta.

No dia 25 de junho, às 20 horas, no Teatro Grande Otelo, em São Paulo - Capital, o programa teve em grande estilo sua estréia, com "La Bohème" de Puccini.

Mas não para por aí não ….. A Temporada 2012 da Ópera Curta segue com várias apresentações gratuitas, de  "La Bohème" de Puccini, “La Traviata” de G.Verdi  e Carmen de G.Bizet.

É um belíssimo espetáculo ! Um formato surpreendente “a ópera contada e cantada”. Profissionais de altíssimo nível estão envolvidos e desempenham impecavelmente suas funções. 

No elenco: Gabriella Rossi, Gilberto Chaves, Laryssa Alvarazi, Alvise Camozzi, Vinicius Atique, Taís Bandeira, Masami Ganev, Jean Nardoto e Leonardo Pace, dão vida e voz aos personagens.


Não dá para perder !!! Vamos assistir os espetáculos da “Ópera Curta” !!!!

Assista agora um “Making of” onde Cleber Papa conta um pouquinho do projeto e algumas cenas de ensaio são exibidas.



Abaixo a grade completa das apresentações para você acompanhar:




 Fonte: com informações Pensarte




Abertas inscrições para a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo


Foto:Internet


Estão abertas inscrições para audições de músicos profissionais para integrar a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo - equipamento cultural gerenciado pela Organização Social de Cultura Instituto Pensarte, em função do contrato de gestão nº. 08/2011 com o Governo do Estado de São Paulo, no regime de contratação celetista, nas seguintes categorias: Categoria músico tutti: Clarinete-alto, Fagote, Flauta, Oboé, Percussão, Trombone-baixo, Trombone-tenor, Trompa, Trompete, Tuba.

Das Inscrições:
As inscrições serão realizadas no período de 17 de julho a 10 de agosto do corrente ano, por meio da ficha de inscrição disponibilizada no Anexo I do presente documento e no sítio eletrônico do Instituto PENSARTE - Organização Social de Cultura (www.pensarte.org.br) com envio desta e demais documentações descritas através dos Correios.
O processo seletivo constará de duas fases:
a) Primeira fase: Pré-seleção
b) Segunda fase: Audição
A avaliação de cada uma das fases seletivas e a atribuição da pontuação de cada candidato ficará a cargo da Banca Examinadora.
Serão convocados para a realização da Audição os candidatos melhor classificados na Pré-seleção, até o limite de 8 candidatos por instrumento.
As Audições serão realizadas no Teatro Caetano de Campos, situado à Rua Bueno de Andrade, nº. 715 São Paulo - SP, CEP 01.526-000.
No momento da Audição, o profissional deverá demonstrar as habilidades e capacidades descritas no currículo, compreendendo:
O resultado do processo seletivo contendo a ordem de classificação dos candidatos será divulgado no site do Instituto Pensarte.
Os casos omissos e dúvidas serão analisados e decididos pela Diretoria do Instituto Pensarte e pelo e-mail contratos@pensarte.org.br
O presente processo seletivo terá validade de 12 meses.

Mais detalhes e informações acessem: http://www.pensarte.org.br

domingo, 15 de julho de 2012

Movimento quer a volta de maestro italiano à Sinfônica de Ribeirão Preto


Maestro  Gian Luigi Zampieri que deixou a OSRP
Foto: Internet


Músicos da instituição ouvidos nesta quarta-feira passada (dia 11) pela reportagem da Folha de São Paulo, também afirmam defender a volta do maestro italiano.

A orquestra anunciou a demissão de Zampieri no fim de junho por causa de "problemas de relacionamento" com a cúpula da entidade.

Uziel Alcantara Pinheiro, 23, que trabalha como produtor de TV, diz que lidera a manifestação pelo retorno do maestro porque é um admirador de seu trabalho. "Ele era um líder. Não há motivos para sair. Sua atuação era ótima", afirma Pinheiro.

A reportagem da Folha de São Paulo, ouviu cinco músicos da orquestra ontem. Eles preferiram não ser identificados, mas defenderam a volta do italiano à regência.

"Ele era excepcional. Seu trabalho é impecável", disse um deles. Outro disse que o italiano sempre foi uma excelente pessoa. "Era bom como ser humano e como profissional. Poderia, sim, voltar".

Dulce Neves, vice-presidente da Associação Musical de Ribeirão Preto, que mantém a orquestra, descarta a possibilidade de o italiano voltar a reger a Sinfônica.

"A decisão já foi tomada e essa manifestação não vai influenciar no que a direção definiu", afirmou Dulce.

O blog "O PENTAGRAMA" está a disposição dos músicos da orquestra e claro... do maestro Zampieri para um bate papo. Quando quiserem.... é só nos procurar !!!




Fonte: Com informações do Facebook e o Jornal "A Folha de São Paulo"

segunda-feira, 9 de julho de 2012

LANÇAMENTO: “DEUS NO LABIRINTO”, NOVE CONTOS E DOIS ENSAIOS, LIVRO DE RICARDO LABUTO GONDIM SURPREENDE O LEITOR …. E JÁ ESTÁ NA SEGUNDA EDIÇÃO


Com prefácio de Washington Olivetto, capa de Guime Davidson, a Editora Baluarte lançou “Deus no Labirinto”, volume de nove contos e dois ensaios de Ricardo Labuto Gondim.
O autor Ricardo Labuto Gondim
Foto: Divulgação

Ricardo Labuto Gondim, é teólogo, roteirista, professor, ensaísta, crítico de cinema e música erudita. Nasceu no Rio de Janeiro em 1966. Foi colaborador da CAVI e do site logoseletronico.

Gondim em sua obra, mescla referências culturais que vão de Homero às histórias em quadrinhos (passando por textos sagrados cristãos e judaicos), as narrativas buscam acima de tudo o prazer do leitor.

Paixão e amor, morte, aniquilação e eternidade, tempo e espaço, o sagrado e o profano são elementos do humor, drama, mistério e suspense em “Deus no Labirinto”.
Os contos misturam personagens históricos e pessoas reais em tramas alucinatórias ou descobrem o extraordinário na experiência cotidiana.
No conto que dá título ao livro, por exemplo, os compositores Anton Bruckner, Gustav Mahler e o maestro Arturo Toscanini são personagens de uma viagem sem Tempo e sem Espaço. A filosofia, a teologia e outras erudições transformam-se, sem pompa, sem pretensão e sem tédio, nos elementos dramáticos de uma jornada épica e insólita.
Sob o pretexto de abordar música e cinema, os dois ensaios discutem a relevância de temas como teologia e filosofia da religião em nosso tempo.


Capa do livro
QUEM DECIFRAR A CHAVE TAMBÉM DECIFRARÁ O UNIVERSO. 

Nos contos de Deus no Labirinto o tédio e a banalidade da experiência cotidiana são negados pela busca do fantástico. Do insólito. Do paradoxo.

Que mistério envolve os criadores do cinema brasileiro, o dirigível Hindenburg, um assassino brutal e deuses mais antigos que o Egito?

Se tivesse chance, o que diria à criança que você foi?

Qual o significado de uma palavra alemã muito antiga para o amor no Século XXI?

Como decifrar uma Chave de sentenças gregas e hebraicas para viver a experiência mística mais transcendente de todos os tempos: ver Deus face a face?

Personagens históricos e pessoas reais em tramas alucinatórias. Deus no Labirinto. Quem decifrar a Chave também decifrará o Universo.


Washington Olivetto
Foto: Internet
“Prefácio ma non troppo”, por Washington Olivetto

Estava lendo o recém-lançado "O Triunfo da Música", do inglês Tim Blanning, que analisa os ingredientes que fizeram da música a mais influente das formas artísticas. De repente, interrompo a leitura para dar uma olhada nos originais do, até então, inédito "Deus no Labirinto", que um amigo me pede para prefaciar.

Vou direto ao conto que dá nome ao livro e encontro uma frase inventada pelo autor, mas inspirada no maestro Arturo Toscanini: "Quando nascemos somos um número infinito de possibilidades e futuros, a vida nos rouba e nos limita".

Encantado pela frase, opto por manter a leitura dos dois livros ao mesmo tempo. Imediatamente, os livros começam a se misturar entre si, em sua paixão pela música e qualidade de escrita. Mas, enquanto "O Triunfo da Música" é tese doutoral, "Deus no Labirinto" é pura ficção,  desde a  sua autodefinição: "contos, mentiras deliberadas e dois ensaios ociosos".

A mistura das duas obras no meu cérebro vai ao encontro também de uma frase dita pela personagem Frei Guilherme de Baskerville, do livro "O Nome da Rosa", de Umberto Eco, citada na  abertura de "Deus no Labirinto": "Frequentemente os livros falam de outros livros".

Amparado por essas coincidências, resolvo escrever o prefácio de um citando o outro, até porque o encadeamento harmônico das palavras dos dois são música para os meus olhos. Tudo caminhava muito bem até me recordar de que minha obrigação neste prefácio era falar de "Deus no Labirinto" de um  jeito  allegro, ou até mesmo fortissimo, exaltando a sua originalidade e excelência literária em vez de ficar comentando de um jeito moderato os méritos de um outro livro já lançado.

A tarefa não me é difícil, porque não tenho dúvidas: Rynaldo Gondim é um talento original que realmente escreve muito bem. Sempre gostei dos seus anúncios, outdoors e comerciais de televisão.

Mas esse Gondim que eu acabo de exaltar é o Gondim publicitário, meu companheiro de oficio, que me pediu que escrevesse o prefácio do livro do seu irmão, o Gondim escritor.    

O Gondim escritor, que, segundo o próprio Rynaldo, é quem realmente escreve bem nessa família (fato com o qual eu concordo plenamente) é o Ricardo Gondim, autor deste surpreendente "Deus no Labirinto".

Misturei os dois irmãos no encerramento deste texto pelo mesmo motivo que misturei os dois livros na abertura: não quero que a vida me roube e me limite o infinito número de possibilidades e futuros que ela mesma me oferece.



 O escritor Bogado Lins faz uma resenha sobre "Deus no Labirinto"

Uma primeira leitura emerge imediatamente a música clássica, e particularmente como Ricardo a utiliza, como um estilo próprio do escritor. Por vezes didático, outras nem tanto, desafia o leitor a mergulhar neste universo íntimo que, em alguns momentos, servem de trilha sonora e imprimem um ritmo singular a suas ideias.

No entanto, esta é apenas a superfície, a porta de entrada para o labirinto. Há muito mais a se conhecer. Coincidência ou não, a cada novo conto, mergulhamos ainda mais nas encruzilhadas que o autor entrelaça numa narrativa consistente. Quando percebemos, não mais se distingue entre realidade e ficção.

Já completamente dentro da metalinguagem de Gondim, temos a oportunidade de conhecer ainda mais uma extensa lista de referências culturais com que o autor costura a história, inclusive a já listada música clássica, alçada em alguns contos a personagem da trama.

E surpresa após surpresa, no final, seja de um conto ou do próprio livro em si, fica aquele gostinho de quero mais. Será que a orquestra toca bis?




É, o livro é realmente surpreendente !!! daqueles que a gente devora .......

Você pode encontrar “ Deus no Labirinto” de Ricardo Labuto Gondim na:

Livraria Cultura (São Paulo e Rio de Janeiro)
www.livrariacultura.com.br

Livraria Relíquia (compras via net)

Livraria da Travessa
Telefone atendimento ao cliente (21) 3138-9554

Livraria Bolívar (Copa)

Livraria Argumento (Leblon)

Café (Gávea)

Da Vinci (Centro)

Panno (Shopping do Méier)

Em poucos dias na Amazon.com


Também você pode curtir e ver novidades na Fan Page:



Vamos assitir o Book Trailer ? Aí vai….





Fonte: Assessoria de imprensa “Deus no Labirinto”

domingo, 8 de julho de 2012

PAPO COM O ARTÍSTA: EMMANUELE BALDINI, SPALLA DA OSESP, CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA AO "O PENTAGRAMA"


Foi aluno da classe da “Virtuositè” de Corrado Romano no Conservatório de Genebra. Estudou música de câmara com o "Trio di Trieste" e Franco Rossi, tendo se aperfeiçoado em Berlim e em Salzburgo com Ruggiero Ricci. Vencedor de diversos concursos internacionais, deu início à carreira solo após vencer o “Virtuositè” de Genebra e o 3º prêmio no concurso Lipizer, em Gorizia.

Emmanuele Baldini
Foto: Divulgação
O PENTAGRAMA: Você vem de uma família de músicos. Como era o ambiente musical em sua casa ? Houve um incentivador em especial ? É mais fácil ser músico, vindo de uma família de músicos ? Conta pra gente !

EMMANUELE BALDINI: Cresci ouvindo meus pais estudarem, minha casa "respirava" música todos os dias. Meu pai, especialmente, passava os dias inteiros ao piano, estudando os programas para seus recitais e isso foi marcante na minha formação. Quando comecei estudar violino, posso dizer que conhecia mais peças para piano do que para qualquer outro instrumento. Crescer cercado pela música e pela disciplina que ela requer, foi fundamental para formar os pilares da minha personalidade musical.

Emmanuele Baldini
Foto: Divulgação
O PENTAGRAMA: De que forma se deu a escolha pelo Violino ?

EMMANUELE BALDINI: Eu tocava piano, improvisava. Um dia, assisti na tv um concerto de um violinista italiano muito famoso, ainda em atividade: Uto Ughi. Com seis anos, pedi como presente de Natal um violino. Assim foi. Foi uma mágica: ao ouvir o som do violino logo senti que aquilo era o destino da minha vida.

O PENTAGRAMA: Você foi tido como um dos grandes talentos do seu País, a Itália. Você foi elogiado por grandes nomes como Claudio Abbado, Riccardo Muti, Ruggiero Ricci, Franco Gulli, entre outros. Porque e como se deu a vinda para o Brasil ?

EMMANUELE BALDINI: Vim após um convite do então diretor artístico da Osesp John Neschling. E logo fiquei encantado pela orquestra, pela Sala São Paulo mas sobre tudo pelo Brasil e pelos brasileiros. 

O PENTAGRAMA: Você também tem uma bela carreira como concertista, se apresentou pela europa e por toda Itália, tocou com as principais orquestras como a Orquestra Wiener Kammerorchester, Rundfunk Sinfonieorchester Berlin, Orchestre de la Suisse Romande, Flanders Youth Philharmonic Orchestra, Sinfônica da Moldávia, Sinfônica de Trieste, Orquestra de Câmara de Mântua, entre outras. Dos concertos que interpretou como solista, qual mais te marcou? O mais importante, aquele que você disse “Puxa… foi sensancional !!!” ?

EMMANUELE BALDINI: Tem vários concertos que marcaram minha carreira, e fica muito difícil falar de um só... Digamos que entre os mais especiais tem o Concerto de Schostakovich (n.1) tocado com a Orquestra de la Suisse Romande na Victoria Hall de Genebra, o Concerto de Schumann com a Orquestra da Radio de Berlim e a integral dos Concertos de Mozart, tocando e regendo, com a Osesp.

O PENTAGRAMA: Teve algum momento que pensou em desistir da música ?

EMMANUELE BALDINI: Nunca. A música é minha vida.

O PENTAGRAMA: Pelo que podemos observar, você interpretou em sua maioria concertos românticos e clássicos. Há algum compositor modernista ou um de vanguarda que gostaria de interpretar ?

Emmanuele Baldini
Foto: Divulgação
EMMANUELE BALDINI: Sou uma pessoa curiosa, sempre aberta a experimentar e a me lançar em desafios. Estou aberto a qualquer período histórico na música, assim como estou aberto a qualquer estilo musical, desde que seja de qualidade. Já toquei varias vezes o Concerto de câmara de A. Berg, e seria um sonho tocar o Concerto para violino do mesmo compositor. Amo Alban Berg!!! Estou muito interessado nos compositores brasileiros, e recebi já algumas dedicatórias importantes. Entre elas, recebi um Concerto para violino do amigo Edson Beltrami, dedicado a mim, que gostaria muito de ter a oportunidade de estrear...

O PENTAGRAMA: Sua discografia é composta por vários títulos, gravada pelos selos Agorà, Algol, Rivoalto e Phoenix e é muito elogiada pela crítica internacional. Tem alguma novidade no “forno” ?

EMMANUELE BALDINI: Muitas: um cd duplo com Fantasias de Operas italianas para violino e piano, um cd com as Sonatas de Franck, Rota e Villa-Lobos (com a pianista Juliana D'Agostini), um outro com o quarteto e quinteto com piano de Enrique Oswald, com o Quarteto Osesp e Ricardo Castro, e um cd dedicado a Flausino Vale, com sete obras inéditas de compositores brasileiros encomendadas e que se inspiram nos preludios para violino solo de Flausino Vale, com a Orquestra do Mato Grosso regida por Leandro Carvalho.

Quarteto OSESP
Foto:Internet

O PENTAGRAMA: Você é o fundador do Quarteto de Cordas da OSESP e Spalla da OSESP - Orquestra Sinfôncia do Estado de São Paulo, hoje, sob direção de Marin Alsop. Pra você existe um melhor universo interpretativo ? Como é isto ? Conta pra gente !

EMMANUELE BALDINI: Tenho a sorte de tocar numa orquestra maravilhosa, cheia de músicos que todo dia me ensinam algo. Hoje em dia, com a vinda da Marin, as coisas ficaram ainda mais estimulantes, pois trata-se de uma musicista completa, com muitas idéias musicais e de grande visão. Tendo como colegas alguns entre os melhores músicos do Brasil, foi natural formar um quarteto de cordas, a formação de câmara mais nobre e mais completa. Para responder a pergunta, acho que estou vivendo um período da minha vida em que o equilíbrio entre meus trabalhos como Spalla, a música de câmara de qualidade feita com meus colegas e os compromissos como solista, são a vida ideal para um músico como eu sou. Me sinto feliz de ter a oportunidade de tocar as grandes obras de repertório ao lado de grandes músicos, aprendendo muito a cada dia.

O PENTAGRAMA: A OSESP é a maior referência de música sinfônica do Brasil, um verdadeiro paradigma. Da para comparar o fazer sinfônico brasileiro com o europeu ? Falta muito para o Brasil chegar lá ? Nosso problema é mais musical ou de funcionamento administrativo ?

OSESP - regência maestrina Marin Alsop
Spalla Emmanuele Baldini
Foto: Divulgação
EMMANUELE BALDINI: É uma pergunta um tanto complexa. Fora duas ou três orquestras privilegiadas, existe sim um problema administrativo. Não existe uma mentalidade seria, na maioria das orquestras no Pais, que saiba como levar para frente uma orquestra investindo na qualidade. Musicalmente o Pais esta crescendo a uma velocidade impressionante, coisa que deixa grandes esperanças para o futuro, mas os políticos precisam entender a importância de uma orquestra no panorama cultural de uma cidade.

O PENTAGRAMA: Nestas suas andanças pelo mundo a fora, em turnês e concertos, você consegue nos dizer se o Brasil é reconhecido em sua arte sinfônica ? Ou somos apenas o País do samba e do futebol ?

EMMANUELE BALDINI: As coisas começam mudar, inclusive porque o futebol não é mais aquela coisa... (risos - provocação) brincadeiras a parte, existe um grande interesse hoje em dia no mundo em relação ao Brasil como Pais que esta produzindo música de qualidade, seja graças a orquestras do nível da Osesp, seja (finalmente) para um reconhecimento tardio de grandes compositores: até poucos anos atras lá fora se conhecia só Villa-Lobos, hoje o Camargo Guarnieri, o Francisco Mignone, o Cláudio Santoro e outros, começam ser tocados e admirados.

O PENTAGRAMA: O que Emmanuele Baldini ouve quando está tranquilo no carro ou em casa ?

EMMANUELE BALDINI: Música clássica, sobre tudo música de câmara e operistica e mpb. 

Emmanuele Baldini
Foto: Divulgação
O PENTAGRAMA:Tem algum concerto próximo como solista que possamos nos deleitar com sua arte ?

EMMANUELE BALDINI: Tem varias coisas por aqui no futuro: o "duplo" de Brahms no Municipal em novembro, o Bruch no Teatro S. Pedro em outubro, o Tchaikovsky em S. Caetano em agosto, e o Quinteto de Schubert com a Maria João Pires na Sala São Paulo em outubro, além naturalmente dos concertos da temporada do Quarteto Osesp...


Obrigada pela entrevista ! Uma grande honra.....



  
VAMOS CURTIR UM POUCO DE EMMANUELE BALDINI .....



‪  Emmanuele Baldini - Saint Säens Violin Concert - part. 1


 

entrevista concedida ao "O Pentagrama" 
por Alessandra Z. Vitta